segunda-feira, 1 de junho de 2015

Porque eu escrevo

Tem dia que eu olho pro papel em branco virtual na tela do computador e penso: ow, que diabos você tá fazendo? O que você quer ganhar com isso? Por que escrever? E isso meio que dá um nó no raciocínio, sabe.

Não é pelo dinheiro, já que nunca recebi pra escrever. Não é pela fama porque é óbvio que eu não a tenho. Escrevo porque faz parte de quem eu sou e eu não posso me ignorar.

Escrevo porque algumas coisas só saem de mim por escrito. Escrevo porque sinto essa vontade de contar histórias. Escrevo porque gosto de palavras, gosto do formato delas, do significado, delas juntinhas fazendo algum sentido.

Escrevo porque às vezes preciso desabafar, mesmo sabendo que posso não obter qualquer resposta e até não ser lida.

Escrevo pra não me sentir só e pra que outras pessoas saibam que também não estão.

Escrevo porque gosto de preencher papéis com palavras, mesmo que elas nunca saiam de lá.

Escrevo porque gosto do barulho do grafite do lápis quando ele se encontra com o papel.

Escrevo pra mandar recados, pra me conhecer, me libertar.

Escrevo pra não esquecer, pra homenagear, pra pedir colo, pra dar colo.

Não escrevo pra me exibir ou implorar por elogios. Tenho incontáveis textos espalhados por blocos, computadores e nuvens. Às vezes eu só preciso colocar sentido nas palavras, mexer os dedos digitando ou segurando uma caneta.

Escrevo porque às vezes o peito tá cheio e a lágrima tá presa no canto do olho.

Também escrevo porque às vezes estou gargalhando pras paredes com as idiotices que eu penso  e acho que determinada pessoa vai rir comigo.

Faço da caneta a minha varinha e do papel a minha penseira. Assim, é mais fácil dormir.

Escrevo porque preciso, porque quero, porque faz parte de mim.


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