sexta-feira, 15 de maio de 2015

A Redoma de vidro - Sylvia Plath

Sexto livro do Desafio Literário: um livro de drama


Sendo sincera, eu não sei se este livro se encaixa oficialmente na categoria do drama. Eu o escolhi mais pelo contexto do que pela catalogação. Vamos ao contexto. O que eu sabia de Sylvia Plath é que ela foi uma grande poetisa e que se suicidou aos 30 anos, após vários episódios de internação em clínicas psiquiátricas, tratamentos como eletrochoque e outras tentativas de suicídio. Pesquisando um pouco sobre ele antes de comprar, coisa que não costumo fazer, li que esse livro, seu único romance, foi lançado algumas semanas antes da morte da autora. A Redoma de Vidro era classificada por muitas pessoas como um um romance semi-autobiográfico. E foi assim que eu o escolhi para esse Desafio. Agora, vamos ao livro.







Esther Greenwood, nossa protagonista meio Sylvia Plath, foi criada no interior de Boston e foi convidada a passar um mês numa espécie de estágio numa revista feminina em Nova York. Até aí, nada demais, nada de drama. Tudo parece correr perfeitamente bem para a moça que só tirava notas altas e queria ser escritora um dia. A autora narra os eventos que ocorrem com Esther de uma maneira bastante leve. É aquele tipo de livro que você vai lendo sem se dar conta de quantas páginas já foram. O que destoa da narrativa leve é a sensação de que Esther não se encaixa em lugar algum. Ela não era plenamente feliz onde morava, não estava radiante com a amostra de vida de metrópole que estava levando, não queria se casar e ter filhos, como era esperado naquela década, não queria seguir o padrão da moça pura e virgem, se sentia atormentada pela mãe. Esther vivia em sua redoma de vidro e aos poucos a sua sanidade começa a ir embora. Eu, usando aquele contexto da vida da autora como spoiler, fiquei aguardando o momento em que a protagonista se entrega aos seus problemas, mas não houve um ponto marcante. Foi tudo muito suave. Lembro de ter pensado: eita, agora começou a queda.

O que me intrigou é que ela narra o tempo que passou em Nova York, a tristeza que foi ter que voltar pra sua cidade e até as tentativas e os planos de suicídio com a mesma intensidade, como se no final das contas, nada realmente importasse de verdade, o que pode ser uma amostra do que a autora sentia e como ela chegou ao seu fim trágico.

Sem mais delongas para evitar o spoiler, este foi mais um livro do Desafio Literário. E se você caiu de paraquedas aqui e não sabe do que eu tô falando, clica aqui ó.

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