terça-feira, 10 de março de 2015

# baseado em sentimentos reais

No metrô

Saí de casa correndo, como de costume. Engoli o almoço e corri pro metrô. Quase fui atropelada por uma bicicleta que vinha na contramão, mas não tive tempo de me abalar com isso. Subi as escadas mentalizando ter a velocidade do Bolt para conseguir entrar antes que as portas do vagão se fechem. Consegui, mas não sem chamar a atenção de todos quando tropecei no vão entre a plataforma e o trem. Foi aí que você me olhou. Eu achei que você tinha sorrido pra mim. Mas, relembrando agora, percebo que não era pra mim, era de mim.

Cheguei perto, como quem não quer nada. Reparei que você tava lendo um dos meus livros favoritos e meu coração quase foi na boca de tanta emoção. Dei uma olhada no seu celular e vi que você tava ouvindo uma banda que eu suspeitava que fosse a única que ainda ouvisse. Em que planeta você se escondeu até agora?












Tô aqui arrependida de não ter colocado uma roupa melhor, pensando numa maneira de chamar a sua atenção, de começar uma daquelas histórias de filme em que você não pode resistir aos meus encantos e me chama pra um café (eu aceito uma Coca, pode ser?). Tô imaginando se você está se apaixonando por mim neste exato momento, se você vai me curtir ou me achar esquisita por estar carregando um quadrinho do Batman. Moço, eu não sei flertar, facilita a minha vida.

Contrariando todos os planos maravilhosos que eu tinha feito pra nós dois até aquele minuto, ele levantou e foi embora. Assim terminou a maior história de amor dos últimos tempos. Durou uns 12 minutos.

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