quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

# Desafio Literário

Tomo conta do mundo - Diana Corso

Segundo livro do Desafio Literário: um livro que eu tenha comprado pela capa

Tomo conta do mundo: Conficções de uma psicanalista - Diana Corso

Eu tenho um problema. Eu sou o alvo perfeito dos publicitários. Eu fico com vontade de comer no Mc Donalds quando vejo propaganda na TV, fico com sede quando ouço o barulho de uma latinha de Coca se abrindo e compro muitos livros pela capa. É horrível, eu sei. O ditado já nos ensinou que não se deve "julgar o livro pela capa" e isso serve para os dois sentidos: tanto os livros de capa feia que podem ser ótimos como os de capa bonita que podem ser horríveis. Tomo Conta do Mundo eu comprei pela capa. Tem formiguinhas, tem uma espécie de bordado, uma graça. O subtítulo me chamou bastante atenção também: conficções (que palavra maravilhosa!) e psicanalista. Logo imaginei que ela conficionaria histórias contadas no divã ou que partiria para as próprias desordens emocionais. Não é bem assim. Eu teria visto que não era bem assim se tivesse folheado o livro antes. Mas não é assim que a mente de uma pessoa que tem costume de comprar livros pela capa funciona. Ela simplesmente leva. E eu levei.

Poderia ter terminado antes se não me distraísse com o céu vez ou outra















Não é porque ele não era o que eu imaginei que o livro é ruim. Alô, Diana, não tô dizendo que seu livro é ruim, viu?! Só que a capa criou uma certa expectativa e a sinopse falava de saber como as mulheres pensam e eu imaginei que o assunto seria mais explorado.

É um livro de crônicas. O bom do livro de crônicas é que você pode parar e começar a ler com uma facilidade muito grande, sem se perder, já que são textos curtos. A autora divagou sobre diversos assuntos e, depois de chegar ao fim, eu me dei conta que ela escreveu várias histórias que devem ter passados pelo divã dela, mas suave como quem conta uma banalidade qualquer, sabe? Família, relacionamentos, amizade, envelhecimentos, inseguranças, problemas de saúde, preconceitos. Foi uma leitura muito tranquila e que me inspirou em alguns textos que escrevi aqui no blog. Às vezes nem sobre o assunto abordado diretamente, mas uma palavra, uma frase que puxou uma coisa, puxou outra... Então terminar este livro foi quase uma brincadeira pessoal, tentando ver aonde ele ia levar os meus pensamentos.

Ela chega ao fim do livro com um ensaio sobre a escritora Virginia Woolf. E aí sim ela se joga no "mundo da mulher". Foi a melhor parte do livro pra mim. Inclusive, me fez incluir um livro da moça na lista do Desafio. Mas não vou dar spoiler. ;)

Se você não faz ideia do que é o Desafio Literário, tá esperando o que pra começar?

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