sábado, 31 de janeiro de 2015

# baseado em sentimentos reais # viagem

A história que eu vou contar pros meus netos

Pouco a pouco a agitação do momento diminui, os sons externos parecem estar mais distantes e o coração começa a bater mais lentamente. Você já não ouve nem presta atenção ao que acontece ao seu redor. E aí vem o momento de epifania:

- Eu nunca vou esquecer esse momento.

E todo o universo, que havia parado para que você pudesse perceber o quão incrível era aquilo, volta ao seu ritmo habitual. E você sorri.

A música, a multidão, os gritos, os choros sucessivos, o cansaço extremo, as risadas, o sorriso que não sai do rosto, o abraço, o beijo, o calor, o suor, a tremedeira, o sol, o encontro das mãos, o medo, o apoio, as conversas, as confissões, a luz incrível, olhar para o horizonte sem qualquer preocupação, a temperatura da água, a liberdade. Felicidade plena.

Essa vai ser uma das histórias que eu vou contar repetidamente para os meus netos até que eles decorem minhas palavras. Sim, vó, e aí você chorou desesperadamente por três músicas seguidas, se acabou na última e que foi a melhor viagem, que você se divertiu como nunca, que nunca vai esquecer aquela noite no hotel...

Às vezes é divertido acreditar em Destino. Pensar que existe uma força conspirando para que algo aconteça. É até um alívio imaginar que eu já estava predestinada a viver um dos melhores momentos da minha vida. Eu não ia perder de forma alguma. E houve uma sucessão de eventos que me fizeram chegar até lá. Eventos que eu não causaria normalmente. Destino. Um sim quando normalmente seria um não, a incerteza quando se prefere a segurança. A exposição quando se está acostumado com a preservação.

And I wonder when I sing along with you If everything could ever feel this real forever, If anything could ever be this good again...

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