domingo, 9 de novembro de 2014

# relacionamentos

Não era amor... mesmo!

Essa internet é maravilhosa, sério. Se você souber usar a ferramenta de uma forma não-burra, encontra coisas que realmente podem fazer diferença na sua vida. Tipo esse vídeo que caiu no meu colo. Normalmente eu não clico em links com chamada do tipo "Esta Monja Disse Umas Verdades Que Vão Mudar A Sua Vida" ou "Você Não Sabe O Que Vai Acontecer Depois De Ver Este Vídeo" porque é puro sensacionalismo pra atrair clicks curiosos. Eu ter clicado nesse foi destino, eu acho.

De repente, uma senhorinha de feições serenas dá uma bofetada na minha cara. E confirma a minha teoria de toda uma meia vida (teoria esta que dá título a este maravilhoso blog): talvez você nunca tenha amado. Apego não é amor. Se causa dor, não é amor.

"O apego diz: 'Eu te amo, por isso quero que você me faça feliz'. E o amor genuíno diz: 'Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu só quero a sua felicidade"

Quantas vezes eu já não saí de um relacionamento ouvindo "Você não vai encontrar cara melhor que eu"? Quantas vezes eu, trouxa de tudo, acreditei nisso? Era amor mesmo? O irônico é que essas pessoas que se julgavam as melhores do mundo pra mim foram as que mais me fizeram sofrer, que mais me colocaram pra baixo, que me traíram, que mentiram pra mim. É lógico que isso não é amor, é cilada cilada cilada cilada! Você acha que foi amada por alguém e anos depois você descobre que a pessoa fala mal de você e deseja a sua derrota por aí. Bora colocar a mão na consciência que amor isso aí nunca foi, né.

Amor não sufoca, amor não compete em dinheiro, não compete em status social. Amor não exige nada. Já diria Chitão e Xororó: sinônimo de amor, é amar. Se vira obrigação de "nunca me deixe", não é amor, é: _ _ _ _ _ _

Pelo que eu me lembro, em apenas um término eu ouvi "eu quero que você seja feliz". E foi o mesmo término que eu desejei que a pessoa não parasse tão cedo. Não houve ameaça, não houve chantagem, não houve ninguém me seguindo nas baladas, me stalkeando e pedindo satisfação de algo que não era mais da conta da pessoa. Foi o mais dolorido. Talvez porque tenha sido o mais real.

O vídeo me deixou mais leve porque eu risquei um monte de experiências na minha vida que eu julgava que era amor, mas que na verdade era só cilada mesmo. Posso cantar com toda certeza e toda vodka que estiver disponível, Não era amooooor, não era! Não era amor era: cilada cilada cilada cilada!

Agora quando eu contar uma das ciladas pra alguém e a pessoa questionar o motivo de eu ter aguentado essas coisas eu não vou mais responder "ah, porque eu amava né". Vou simplesmente responder "porque eu era trouxa". Muito mais digno.

Ah, o vídeo!

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