sexta-feira, 6 de abril de 2012

# ser mãe

VDM

Dia desses eu deixei de ir à uma festa, com o convite já pago, pra levar minha filha ao médico por causa de uma febre. Chegando lá, aparentemente ela não tinha nada. Nem a tal febre. VDM

Mês passado fui trabalhar com uma roupa clara e, quando cheguei lá, percebi uma pequena pegada de melissa na minha blusa. VDM

Outro dia fui ao cinema e tive que largar o filme e voltar pra casa porque a minha filha não parava de chorar. Quando cheguei em casa, ela estava dormindo. VDM

Vida De Mãe é assim. É esperar horas na fila daquele restaurante que você tanto gosta e quando conseguir sentar, ter que voltar pra casa por algum motivo que só você pode resolver ou porque, simplesmente, a responsabilidade é sua. Ser mãe é esperar a pessoinha dormir para assistir aquele filme e quando ela finalmente dorme, você está exausta e acaba dormindo junto. Ser mãe é comprar um celular e ele ser quebrado numa brincadeira ou manha qualquer antes mesmo de pagar a primeira prestação. Ser mãe é procurar uma chupeta pela casa inteira e descobrir que ela estava dentro do bule de café, ou dentro da geladeira (São Longuinho salvador).

Mas Vida de Mãe também é chegar em casa e receber um abraço sincero e um beijo babado. É, quando você se atrasa, ver o pingo de gente te esperando em frente à porta do banheiro porque acha que você está lá. Ser mãe é receber um beijo de nariz em plena madrugada sem motivo algum.

Ser mãe é dar gargalhadas com o aprendizado do filhote, como quando ela acha que aprendeu a escovar os dentes sozinha, apenas te observando, ou quando ficou movendo a mão na frente da TV para usar o Kinect. Ser mãe é nunca dormir. E, enquanto está acordada, ver o quanto o projeto de gente se sente seguro e dorme tranquilamente ao seu lado. Ser mãe assistir o mesmo filme ou o mesmo desenho várias vezes e ver que além de você, ela também está decorando as falas.

Ser mãe é cantarolar (e às vezes dançar) alguma música com sonoridade engraçada só pra conquistar um sorriso. Ser mãe é aprender a comer (ou engolir?), tomar banho e se arrumar em tempo recorde (o tempo de uma soneca) e aprender que ter dois braços à disposição para realizar qualquer tarefa é luxo. Tem que se virar com um só e olhe lá.

Ser mãe é presenciar a genética agindo naturalmente. Tipo quando a minha filha usa mais a mão esquerda que a direita, ou não tem aptidão nem gosto por brincar de boneca ou ainda quando pede, todos os dias, pra ler seus livros favoritos, o "ligo do au au" e o "ligo da alice" (LIGO LIGO LIGO!)

E o melhor é ver que aquela coisinha que saiu de dentro de você aprende a andar, a falar, a comer sozinha, já tem personalidade e vai ser uma pessoa independente, que vai levar pra vida o melhor que você tentou ensinar (tomara!) e ser uma boa pessoa. E feliz.

Às futuras mães (as barrigudas e as futuras barrigudas) o meu recado: não é fácil, mas a gente se diverte.


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